segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Dance Studio de Ballet Sábio

Sem calendários, sem guarda-chuvas, não há relógios ou aparelhos, incluindo o mais variado e original, da qual somos inundados durante o período de Natal. O Estúdio de Ballet doou muito mais. Através da música, a interpretação dos bailarinos, a ironia
a coreografia dos diretores artísticos, Massimo De Rogatis Barbara Castellano, oferecido quinta-feira 22 de dezembro, presente em todos os Mattiello teatro, um pouco de espírito de Natal. Espírito do Natal se perdeu entre as preocupações, o consumismo, crise econômica, a esterilidade dos sentimentos desenfreados. No entanto, apesar do ambiente difícil, especialmente, têm contribuído significativamente para dar, em cerca de uma hora de entretenimento, uma série de emoções misturadas. Eles conseguiram fazer as pessoas sorrirem, para tocar, para levar a música todas as pessoas compareceram ao show. Alguém, provavelmente, irá considerar a dança, algo fugaz, mas quando a arte é feita com dedicação profissional, paixão, ficou gravada na mente, na memória do povo. Este bónus não podem ser colocados em uma prateleira desgastado que, usado de forma alguma, e Amor, que envolve corpo e mente.
Mena Pagano

terça-feira, 26 de abril de 2011

Ballet Stagium celebra Adoniran Barbosa em alto estilo

No ano do centenário de nascimento de Adoniran Barbosa, o Ballet Stagium dança amanhã, em São Caetano, o espetáculo "Adoniran". A companhia conta de forma humorada a história de São Paulo embalada pela trilha do compositor, que, através de suas composições, retrata a cidade.

O artista traz em suas canções o cotidiano da população paulista e as mudanças causadas pelo progresso a partir da cultura europeia, principalmente a italiana. O resultado são músicas com sotaques próprios que marcam as antológicas obras, como "Samba Italiano", "Iracema", "Mariposas", "Bom Dia Tristeza", "Tiro ao Álvaro", "Saudosa Maloca" e "Trem das Onze", todas representadas pela companhia.

Marika Gidali, diretora do grupo, transformou as partituras em coreografias. "O coro é como São Paulo, metáfora de multidão, de onde se descolam os bailarinos para dançar os cotidianos dramas das canções do compositor", explica.

Em cena, além da tradução das belíssimas canções de Adoniran, há uma representação na forma de clown, maestro sem orquestra que observa a ação que se vai tecendo ao longo do espetáculo. "A fábula subjacente a este personagem, que tudo observa, remete ao compositor, que permanece a observar a vida dos habitantes simples de uma cidade em constante mutação", afirma Marika.

O espetáculo faz parte dos brilhantes 40 anos de arte do Ballet Stagium. "São anos de atividade estética, transformando em metáforas corporais as ‘coisas do Brasil''", diz. A diretora conta que Adoniran é criação desta trajetória, fundamental para a arte de um país plural.

domingo, 21 de novembro de 2010

Bairro recebe artistas para a dança Ballet

Neste final de semana o Caminhão da Cultura leva apresentações artísticas para o bairro São Conrado. A programação tem início às 19h30 na sexta e no sábado (19 e 20) e às 19 horas no domingo (21). O evento, promovido pela Fundação Municipal de Cultura (Fundac), é aberto ao público com entrada é gratuita. O palco será montado na Rua Praia Grande, no Parque Linear do São Conrado.

O evento começa na sexta-feira com a apresentação de talentos da comunidade e também com o grupo de dança de Ballet Nova Geração, com espetáculo “Ritmus”.

Outra atração da noite de sexta é o Gideão Dias, cantor e compositor que possui mais de dez anos decarreira dedicados principalmente ao samba.

No sábado, além de grupos locais, o Caminhão conta com apresentações do grupo “Vila do Pagode”, formado por músicos do próprio bairro e do grupo de dança Street Pop.

Domingo é dia da criança no Caminhão. A programação é especial para o público infantil. O Prisma Grupo de Teatro, com o espetáculo “O Arco Íris”, de autoria de Marcos Gonçalves, vai ser o primeiro a se apresentar.

Para fechar a programação do Caminhão da Cultura no São Conrado, o convidado é o Ballet Isadora Duncan, com o espetáculo “Nós do Mato”

domingo, 15 de agosto de 2010

Dança Ballet

"A Dança - Le Ballet de l'Opera de Paris" é um documentário apenas recomendável para os apreciadores de ballet.

O realizador Frederick Wiseman acompanhou ao longo de uma temporada aquela que é uma das melhores companhias de dança do mundo. O resultado é um filme de duas horas e meia, que nos faz mergulhar no quotidiano do Ballet l'Opéra de Paris".

As imagens do trabalho árduo por detrás da construção dos espetáculos, trazem-nos à memória a máxima de Thomas Edison, de que o talento é sobretudo o resultado de muito trabalho, fruto de 99% de transpiração e 1% de inspiração.

Ficções da realidade


Ouvimos conversas entre coreógrafos, instrutores e bailarinos. Vemos a construção dos cenários e adereços, as decisões da definição do repertório, assim como todo o trabalho burocrático por detrás da companhia.

Frederick Wiseman deixa as imagens falarem por si, sem qualquer narração e praticamente sem legendas de contextualização, seguindo o seu registo habitual, que designa como "ficções da realidade", onde procura deixar espaço para o espectador formar a sua própria opinião.

Filma longos planos, com apenas uma câmara, depois apresentados após um grande trabalho de edição. Aos 80 anos, este é o seu 38º filme.

Escola de Bailado de Taboão da Serra ganha prêmio no maior festival de dança do mundo

Taboão da Serra entrou definitivamente para o cenário nacional da dança. Na última semana do mês de julho, a Escola Municipal de Bailado conquistou um prêmio e o direito de se apresentar na noite dos campeões do maior Festival de Dança do Mundo, o de Joinville em Santa Catarina. A coreografia vencedora foi Despertar de Flora que ficou em 3º lugar na modalidade balé clássico de repertório na categoria infantil, concorrendo no meia ponta com centenas de grupos do Brasil e do mundo.

Para a vice-prefeita e responsável pela Secretaria de Cultura, professora Márcia Regina, esse resultado só foi possível graças aos investimentos da prefeitura em cultura. “A Escola de Bailado é responsável por levar o nome da nossa cidade em todos os festivais que participa. Já tínhamos conseguido bons resultados em Osasco e Parati, mas ganhar um prêmio no maior festival do mundo só nos incentiva ainda mais em investir nos talentos da nossa cidade”.

Com o prêmio de Joinville, a Escola soma 57 troféus somente em 2010 e a diretora Sônia Almeida comemora. “Agora fazemos parte do grupo restrito de vencedores do Festival de Joinville. Ano passado conquistamos terceiro lugar também no balé clássico, mas na categoria adulto com o nosso ex bailarino Jonhy, que por seu destaque ganhou na época uma bolsa de estudo na filial do balé Bolshoi no Brasil”, lembra. “Este ano mostramos que uma Escola pública de meninos e meninas da periferia pode concorrer no mesmo nível que academias particulares de todo o mundo. Graças a políticas públicas de inclusão como a que existe em Taboão da Serra, o balé deixou de ser uma dança de elite e passou a revelar talentos em todos os lugares”, acrescenta Sônia.

O grupo vencedor conta com 12 bailarinas de 10 a 12 anos, entre elas Bianca Ramos Oliveira que ficou muito emocionada com o prêmio. “Só de estar lá conhecendo a cidade e pessoas de outros países já estava ótimo. Dei o meu melhor, não imaginava ganhar um prêmio tão importante assim, fiquei muito feliz e emocionada e meus pais também”, contou Bianca. Além de participar da competição, os bailarinos da escola, participaram de mostra e se apresentaram em diversos locais da cidade, como shoppings e praças de eventos, chamados palcos abertos.

Festival de Dança de Joinville
O Festival de Dança de Joinville é um evento consolidado pela tradição, pelo profissionalismo e pela pluralidade dos participantes. Em oito noites os bailarinos de todo o Brasil e do exterior demonstram o que sabem fazer de melhor nos sete gêneros: Balé Clássico de Repertório, Balé Clássico, Dança Contemporânea, Sapateado, Jazz, Dança de Rua e Danças Populares. Numa trajetória que em 2010 completa 28 anos, o evento reúne mais de seis mil participantes diretos e atrai público superior a 200 mil pessoas numa média de 170 horas de espetáculos, o que inclusive lhe valeu a citação como o Maior Festival de Dança do Mundo no Guinness Book de 2005.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Noite de quinta é de balé e sapateado no 28° Festival de Dança de Joinville

Uma noite que promete diversão e originalidade. Assim deve ser a sétima noite competitiva do 28° Festival de Dança de Joinville. A plateia vai se deliciar na irreverência do sapateado e nas últimas apresentações de balé desse ano. O evento ocorre nesta quinta, às 19 horas, no palco do Centreventos Cau Hansen.

Nas modalidades variação feminina júnior e avançada, o balé clássico de repertório volta a trazer pedaços de grandes coreografias como "Paquita", "Dom Quixote" e "La Esmeralda".

Das 18 apresentações do gênero, oito são de São Paulo, com destaque para a Escola de Dança Petite Danse, Ballet Kleine Szene, Balé da Ilha e Especial Academia de Ballet - que já levaram prêmios esse ano em outras categorias.

A maioria das apresentações será mesmo de sapateado, com 21 grupos. Com origem na Irlanda e Inglaterra, o sapateado tem a liberdade e irreverência como lemas principais e sempre surpreende o público.

Esse ano, três primeiros colocados em 2009 tentam repetir a façanha. O Sheila's Ballet, de São Paulo, levou o primeiro lugar na modalidade conjunto júnior e vai tentar repetir o feito com a coreografia "Se Me Derem Corda".

O mesmo ocorre com a Cia. de Dança Vera Passos. Primeira colocada em 2009 na categoria conjunto sênior e avançada, a companhia vai tentar repetir a dose com as coreografias "Mix Arte" e "Tapnologic".

Programa
BALÉ CLÁSSICO DE REPERTÓRIO - VARIAÇÃO FEMININA - JÚNIOR

- Balé Jovem do Centro Cultural Gustav Ritter (GO) - "A Bela Adormecida".
- Balé Jovem de São Vicente (SP) - "Harlequinade".
- Ballet Kleine Szene (SP) - "La Fille Mal Gardée".
- Academia de Ballet Elisa (SP) - "La Fille Mal Gardée".
- Juvenil do Conservatório Brasileiro de Dança (RJ) - "Paquita".
- Estudio Arte Carla Tista - Argentina - "A Bela Adormecida (Variação de Aurora)".
- Balé da Ilha (ES) - "La Fille Mal Gardée".
- Escola de Ballet Goretti Quintela (CE) - "Dom Quixote (Entrée de Kitri)".
- Especial Academia de Ballet (SP) - "Études".

BALÉ CLÁSSICO DE REPERTÓRIO - VARIAÇÃO FEMININA - AVANÇADA
- Grupo Vórtice Cia. de Dança (MG) - "Dom Quixote (Entrée de Kitri)".
- Projeto Pé-De-Moleque - Dança Cidadã (MG) - "Raymonda".
- Cep em Arte Basileu França (GO) - "A Bela Adormecida".
- Balé Jovem do Centro Cultural Gustav Ritter (GO) - "Dom Quixote".
- Nucleo Dansh (SP) - "O Talismã".
- Cia. Pavilhão D (SP) - "Giselle".
- Ballet Paula Firetti (SP) - "La Esmeralda".
- Escola de Dança Petite Danse - Tijuca (RJ) - "La Esmeralda".
- Ballet Aracy de Almeida (SP) - "Suit en Blanc (La Flute)".

SAPATEADO - CONJUNTO - JÚNIOR
- Juvenil do Grupo Raça Centro de Artes (SP) - "Bobo da Corte".
- Grupo Infantil Kaiorra (SC) - "A Notícia".
- Sheila's Ballet (SP) - "Se Me Derem Corda".

SAPATEADO - SOLO FEMININO - SÊNIOR
- Sheila's Ballet (SP) - "Umsomprasapatiar".

SAPATEADO - SOLO MASCULINO - SÊNIOR
- BBCAMP (SP) - "Momento Intimista".

SAPATEADO - TRIO - SÊNIOR
- Grupo de Dança Kaiorra (SC) - "Três é Demais".

SAPATEADO - CONJUNTO - SÊNIOR
- Grupo Corpo Livre (SP) - "Bambusa".
- Grupo de Dança Kaiorra (SC) - "Cotidiano Urbano".
- Cia. de Dança Vera Passos (CE) - "Mix Arte".
- Cia. de Dança FB (CE) - "Neon".

SAPATEADO - SOLO MASCULINO - AVANÇADA
- Monique Paes Studio de Dança (SP) - "Acluofóbico".
- Grupo Independente Tap Danc'arte (SP) - "Partido Alto".

SAPATEADO - DUO - AVANÇADA
- BBCAMP (SP) - "Miss Browns Fancy".
- Grupo Cristina Cará (SP) - "Me Deixe Mudo".
- Escola Municipal de Ballet (SC) - "Irmãs Metralha".

SAPATEADO - CONJUNTO - AVANÇADA
- Grupo de Dança Ana Araújo (SP) - "Ritmia".
- Minas Tênis Clube (MG) - "Bardos".
- Companhia Feeling de Dança (SP) - "Ocre".
- Grupo Jovem Espaço Dânia Amaral (SP) - "Ritmo da Benção".
- Cia. de Dança Vera Passos (CE) - "Tapnologic".
- Laboratório da Dança (RS) - "Slide".

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

HISTÓRIA DO BALLET


A dança nasceu com o Homem que sempre procurou dançar em situações festivas ou religiosas, mas o ballet, tal como é reconhecido hoje, surgiu na Itália no final do século XV, mais precisamente em 1489 no casamento do Duque de Milão com Isabel de Ararão. Depois, o ballet foi levado para França por Catarina de Médicis por ocasião do seu casamento com Henrique II. Em 1581, ela criou o Ballet Cômico da Rainha, para festejar o casamento da sua irmã. A França transformou-se, então, no grande palco do ballet mundial. Em 1661, foi fundada a Academia Real de Dança e, em 1713, a Escola de Dança da Ópera. O próprio Rei Luiz XIV, já em criança, começou a ter aulas de ballet e, aos 12 anos, fez a sua primeira apresentação na corte. Seu primeiro professor foi Pierre Beauchamp. Por volta de 1830, começou a época do ballet romântico, com as criações magistrais de Marie Taglioni (A Sílfide) e Carlota Grisi (Giselle). No final da era romântica, o centro mundial do ballet passou de Paris para S. Petersburgo, na Rússia. O coreógrafo francês Marius Petipa viajou e fixou-se para sempre naquele país. Serge Diaghilev fundou a era do ballet moderno e criou a sua própria companhia. Surgiram bailarinas e bailarinos lendários como Karsavina, Pavlova, Nijinsky e Fokine. Estava criada a Escola Russa de Ballet que, depois da Primeira Guerra Mundial, fomentou a sua expansão por todo o mundo e, principalmente, em Londres e em Nova York. Na Inglaterra, criou-se o Sadler’s Wells Ballet e, nos Estados Unidos, o Ballet Theater e o New York City Ballet. A partir de 1956, o Bolchoi de Moscou transforma-se em sensação mundial, com as lições de Vaganova, em S. Petersburgo. No Brasil, a primeira apresentação do ballet clássico foi realizada no Real Teatro de São João, no Rio de Janeiro, em 1813, um espetáculo dirigido por Lacombe, mas, só um século depois, com as apresentações das companhias russas de Diaghilev e de Pavlova, também no Rio de Janeiro, já no Teatro Municipal, o ballet brasileiro deslanchou definitivamente. Criou-se em 1927 a Escola de Dança do Teatro Municipal onde se formaram, entre outros, Berta Rosanova, Leda Yuqui, Madeleine Rosay e Carlos Leite. Mais tarde, outros nomes surgiram como Dalal Achcar e Márcia Haydée. Vaslav Veltchek dirigiu outra escola em São Paulo de onde saíram Alexander Yolas, Juliana Yanakieva, Raúl Severo, Aurélio Milloss, Tatiana Leskova, entre outros. Márcia Haydée e Ana Botafogo conseguiram grande expressão internacional. Entre as obras brasileiras de ballet que mais se destacaram, temos: Uirapuru, O Garatuja, O Descobrimento do Brasil, Maracatu de Chico Rei e Salamanca do Jarau.

O MÉTODO FRANCÊS

o método francês do ensino do ballet clássico, adaptado conforme os princípios da escola da Ópera de Paris. Esta metodologia acompanha a diretora e professora da academia, Rita de Cássia Monte Correia, desde seus tempos de bailarina profissional, quando aprendeu e desenvolveu a técnica.

As aulas procuram inspirar a confiança física e mental, com exercícios que respeitam os limites de cada aluno. Exercita-se a postura ideal ao corpo e ao crescimento das crianças, na busca de um desempenho eficiente e agradável.

POR QUE O BALLET? VANTAGENS E BENEFÍCIOS

BENEFÍCIOS

O movimento compõe a natureza humana na sua essencialidade e, quando bem orientado, é uma ferramenta que só traz benefícios ao corpo. Cada pessoa reúne uma série de características que a direcionam a executar com mais ou menos facilidade os exercícios, que são sequências de movimentos. A dança é uma manifestação artística que utiliza como linguagem o prórprio corpo em toda a sua extensão, como transmissor de sentimentos, movimentos e vivacidade.


CONSCIÊNCIA CORPORAL

O ballet cássico proporciona a conscientização corporal e aprimora as condições pessoais, como a postura, a flexibilidade e o equilíbrio. O trabalho envolve todos os grupos musculares, em execuções harmoniosas, que proporcionam o crescimento consciente e a aceitação do limite corporal. O estudo contínuo do ballet clássico desenvolve o raciocínio físico, a criatividade e a sensibilidade. Para obter resultados positivos com a prática do ballet é imprescindível o ensino qualificado, com professores preparados e experientes.

ROYAL ACADEMY OF DANCE – RAD (Inglês)

Certamente o sistema mais divulgado no Brasil. Sua técnica foi elaborada de forma a ser bem dividida em seus Syllabus, ou seja, a matéria a ser aprendida, de forma que o aluno não se sente apressado a aprender. Trabalha muito as linhas, tendo um cuidado especial com as crianças e jovens bailarinos. O método Royal acredita na importância de cada estudante ter uma meta e o progresso é medido pelos Exames, abertos a todos os estudantes, oferecendo-lhes um desafio para demonstrarem o seu entendimento e conhecimento do trabalho. Este método para exames (Syllabus) foi cuidadosamente elaborado:

* Objetivos claramente definidos e diferenciados para cada nível.
* Um plano global que indica os estágio evolutivos.
* O escalonamento de notas dadas pelos diversos graus de habilidade.

Método Cecchetti (italiano)

A técnica Cecchetti foi desenvolvida a partir das aulas do grande mestre de ballet Enrico Cecchetti, através da Sociedade Cecchetti. É um plano de aula completo, elaborado para treinar bailarinos para o trabalho profissional. Uma ênfase notável, no método Cecchetti, é dada à fluência dos braços, na passagem de uma posição para outra, muito mais do que em qualquer outro método. Pouco divulgado no Brasil. Utiliza-se de muita força e virtuosidade em passos e giros difíceis.

Porém em toda sua ciência e inalterabilidade o método Cecchetti é criticado por sua monotonia e acusado de não manter o interesse do aluno, críticas às quais seus defensores rebatem dizendo que o aluno não está na aula para se divertir, mas para aprender seu ofício.

Método Vaganova (Russo)

A técnica Russa Vaganova é derivada dos ensinamentos de Agripina Vaganova, a qual foi diretora artística do Ballet Kirov por muitos anos. No método Vaganova, os bailarinos dão maior atenção para as mãos, as quais, diferentemente do método Cecchetti, não fluem invisivelmente de uma posição para outra, é dado à ela uma maior energia e imponência, deixando-a para trás e trazendo-a de volta no último momento. No método Vaganova os exercícios de cada nível não são estabelecidos como no RAD. Cada professor coreografa sua própria aula, de acordo com as diretrizes dadas à eles, os alunos dançam essa aula em seus exames.

Seu trabalho é focado principalmente no desenvolvimento das características necessárias para que os bailarinos possam executar o Pas de Deux e ênfase especial é dada a dançar com o corpo inteiro ao invés de simplesmente se executar movimentos mecanicamente.

Ballet de Londrina

Dança com a Cia. Ballet de Londrina e teatro com a Cia. Nu Escuro, de Goiânia, são as duas atrações de hoje do 8º Festival Internacional de Artes Cênicas Goiânia em Cena. Às 19 horas, no Teatro da PUC Goiás, a Nu Escuro apresenta Preciso Olhar, sua mais recente produção, dirigida por Henrique Rodovalho, da Quasar (leia sobre o espetáculo nesta página). Às 21 horas, será a vez de a Cia. Ballet de Londrina ocupar o palco do Teatro Madre Esperança Garrido, do Colégio Santo Agostinho, com a coreografia Para Acordar os Homens e Adormecer as Crianças, de Leonardo Ramos.

Criado há 16 anos pela Fundação Cultural Artística de Londrina (Funcart), a companhia de dança contemporânea tem 22 coreografias no seu currículo. A mais recente, Para Acordar os Homens e Adormecer as Crianças, estreou no Festival Internacional de Londrina, um dos mais importantes do País, em junho deste ano. Logo depois, o grupo apresentou-se em Lima (Peru) e Assunção (Paraguai). Depois de Goiânia, fará exibições em São Paulo e em dez cidades do Paraná. Contemplada com o Prêmio Klaus Vinna de Dança 2009, da Funarte/Ministério da Cultura para Circulação, a companhia vai circular pelo Nordeste, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Curitiba em 2010.

Entre as mais conceituadas do País, a Cia. Ballet de Londrina já fez espetáculos em nove países da América do Sul e dezenas de cidades brasileiras. Seu objetivo agora é levar sua dança à Europa. Mantida pela Prefeitura de Londrina, a companhia, formada por 15 bailarinos (profissionais e estagiários), investe na linguagem contemporânea da dança e na pesquisa.

“A companhia tem uma identidade, um produto bem elaborado, que pode não ser inovador, mas é muito bem desenvolvido”, afirma o coreógrafo Leonardo Ramos, há 15 anos à frente do grupo, fundado em 1993. Há pouco mais de um ano, ele assumiu a direção da Funcart, mas revela que sua vocação é mesmo a dança. Além da sede e do pagamento de salários, a Prefeitura de Londrina patrocina as montagens dos espetáculos. Mesmo assim, a companhia faz captação de recursos em empresas privadas e através de prêmios e editais destinados à dança. “São recursos de pequeno porte. A gente vive com a corda no pescoço, com medo de que alguma coisa dê errado, haja um retrocesso e a gente perca o apoio da prefeitura”, revela o coreógrafo.

Para Acordar os Homens e Adormecer as Crianças tem como enfoque o chamado rito de passagem da infância para a idade adulta, que ocorre, segundo o coreógrafo, cada vez mais cedo na vida das pessoas. “Dormimos criança e lamentavelmente acordamos adultos”, salienta. Com o amadurecimento repentino, o adulto perde a criança que havia no seu corpo.

“O espetáculo é um alento para a dor da perda da infância, um conforto para a angústia da perda, e a esperança de um mundo menos pesado no cotidiano”, reitera o coreógrafo, esclarecendo que a coreografia não tem um enredo fechado em si mesmo, mas aposta na resvala. “Nossa proposta é que a plateia trabalhe a emoção sobre o que está em cena. Faça a sua própria leitura, organize o corpo como produto amadurecido”, explica.

Fora do eixo
Em todas as suas produções, o Ballet de Londrina procura levantar questões que desencadeiem questionamentos, a busca de novos eixos de equilíbrio, outras formas de locomoção que não sejam feitas só com as pernas, mas de forma integral, diz o coreógrafo. Assim como a goiana Quasar Cia. de Dança, a Cia. Cena 11, de Santa Catarina, e o Grupo Corpo, de Belo Horizonte, a Cia. Ballet de Londrina consolidou-se fora do eixo Rio–São Paulo, que ainda é considerado por muitos como fundamental para artistas de qualquer área progredirem e conquistarem o seu espaço.

Leonardo Ramos considera que essas condições estão mudando, e os grupos apostam na continuidade do trabalho e na busca de novos espaços em seus próprios locais de origem. Nada impede que façam contatos em todos os lugares, pois as distâncias estão cada vez mais curtas. Prova disso é a multiplicação dos convites para turnês. “O ambiente está mudando. Isso é muito bom”, assinala.

Além da criação exclusiva, a Cia. Ballet de Londrina preocupa-se com a formação de elenco permanente e profissional de seus bailarinos. A característica autoral e o trabalho coletivo são outras características. “Londrina tem a companhia como um valor cultural e não político-partidário. Temos um público que nos prestigia”, assegura o coreógrafo, que rotineiramente estreava um espetáculo por ano.

Depois de Decalque, de 2007, preferiu apostar numa temporada maior e em criações mais espaçadas. “Decalque definiu o perfil da companhia”, assegura. A Cia. Ballet de Londrina traz a Goiânia os bailarinos Alessandra Menegazzo, Alexandre Micale, Bruna Martins, Carina Corte, Cláudio de Souza, Gláucia Leite, José Maria, Nayara Stanganelli, Marciano Bolleti, Viviane Terrenda, Guilherme Floriano e José Ivo. Vitor Rodrigues faz participação especial. O grupo vem acompanhado do diretor e coreógrafo Leonardo Ramos, da assistente de direção Ana Maria Aromatário e técnicos.